Hoje tinha que escrever. Já me devia ter deitado porque amanhã tenho apresentação de resultados mas não consigo. Tenho demasiadas lágrimas nos olhos, não se consegue dormir no meio do mar.
Aconteceram coisas extraordinárias e ordinárias.
Comecei a amar de novo, como nunca amei. Já não sabia o que era isto, já não me lembrava em parte, sinto que é mais forte que nunca e é uma sensação de núvens, de liberdade e euforia, de saudade imensa mas que, como um espelho, mostra a alma.
Comecei a sentir-me de novo um merdas, um palhaço brincalhão com o coração dos outros. Não por não gostar, porque gostei e gosto muito, por ser a pessoa maravilhosa que é. Merecia tudo e teve pouco. Deveria ser feliz e não o é. Tudo, tudo por minha causa. É um peso difícil de suportar e que sem o sentimento forte que tenho, sem a convicção que poderia vir a dar em desastre, poder-me-ia levar a uma vida boa, mas mais racional que emocional. É pouco quando se sente tanto. E é tanto quando se sente pouco.
É esta ilusão que nos tolda a paisagem. O tanto misturar-se com o pouco, o medo atrapalha, a culpa confunde, o passado assombra e tudo nos torna triste e alegre consoante aparece e desaparece. Não é simples pensar-se no que se sente, mistura-se com o que deveria ser, com o que deveríamos e temos obrigação de ser. Temos que ser Homens e Mulheres, respeitar os outros para nos podermos respeitar, dar-lhes as possibilidades para serem felizes para o podermos ser, sermos verdadeiros para sermos alguma coisa e corajosos, para não falharmo-nos.
Ao não fazermos isto, somos uns merdas. E eu fui.
Não o quero ser, nunca mais, custe-me o que custar. Se falhar, nem que passe o resto dos dias sozinho para não olhar para trás no fim do caminho e ver o mal que fiz, que nunca é compensado pelo outro bem, que também sei que consegui.
Que se receite iluminação e verdade, para todos nós, os únicos remédios que realmente precisamos para a alma. Que preciso, para viver melhor e em paz, para a história não se tornar um disco riscado.
Um grande beijo para o meu amor, espero merecê-lo.
Um grande beijo para quem quero o melhor da vida e que tirei em grande parte. Que um dia me perdoe, que não sei se o conseguirei fazer.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)